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N° 234 La démocratie de la gauche et des patrons Lauro Escorel Le Mouvement social Le Portugal entre deux chaises Le pain que le diable a pétri Le réfractaire Le réfractaire N° 12 septembre 1975 Les Grandes Ondes (à l'ouest) Les Oeillets Sont Coupés Letra Livre Liberdade Económica Libertários Libération le 27 avril 1977 Lisnave Littérature Livros Proibidos Loren Goldner Lutte armée au Portugal Lutte de classe pour le pouvoir des travailleurs Luttes des classes Luís Bigotte Chorão MANIFESTO DO COMBATE MFA Manifeste de l’armée Maria Isabel Barreno Maria Teresa Horta Maria Velho Costa Maurice Brinton Mensuel n° 98- octobre 1978 R 11 Miguel Cardina Militant anarchiste Mouvements urbains Movimento Operario Moçambique e São Tomé e Príncipe Nadejda Tilhou Nouvelles lettres portugaises N° 50 de Front Libertaire Avril 1976 N°10 - 15 octobre 1975 N°34 O Pulsar da Revolução ORA Occupations de Terres Operação Dulcineia Opération Dulcinée Organisation Révolutionnaire Anarchiste Os Vampiros Os proletários não têm pátria Otelo de Carvalho Ouvriers agricoles PCF PCI PIDE PRP Partido Revolucionário do Proletariado Phil Mailer Photographies Portugal Libertario N°4 Janeiro 1974 Prolétariat universel Pátria RACISMO RED LINE Reflexão sobre a estratégia da luta das classes em Portugal Repressão do Anarquismo Reprint República Rás-Te-Parta Resistência Armada em Portugal Revue Internationale Revue Internationale no 4 - 1e trimestre 1976 Revue Internationale no 7 - 4e trimestre 1976 Revue Internationale no 8 - 1e trimestre 1977 Revue Internationale no 9 - 2e trimestre 1977 Revue Marge - n°2 Juillet-Août 1974 Revue Migrance n°43 Ronald H. 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sábado, 23 de julho de 2016

Texto subterraneos

Desenterrar as palavras que ferem, que inquietam, que apaixonam, que atormentam, que comovem, que laceram a pele abrindo sulcos onde o sangue escorre vivo e quente fazendo-nos sentir vivos de ardor e paixão. O subterrâneo é o lugar da maldição, da danação, da excreção, é o lugar dos seres noctívagos, malfadados e nefários, dos vermes, é o espaço do oculto, do misterioso, do inominável. É dele que ansiamos extrair a antítese do existente para provocar a desordem e a inquietação nos espíritos que apaticamente por aí deambulam. Queremos que essas palavras venham à superfície e entoem as histórias, os pensamentos, as críticas, os cantos e invectivas impuras enterradas no subterrâneo pelos defensores desta realidade assepticamente pútrida. Sentimos essa necessidade asfixiante de libertar as vozes dessas criaturas que confrontam os fundamentos do estado de coisas instituído, trazendo à superfície escritos subversivos e malditos que não se conformem com o uso dócil, insípido e castrador da palavra. Somos a ratazana que na noite mais escura emerge para empestar este mundo de textos subterrâneos. 






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