Jornal COMBATE - 2 publicações Vosstanie Editions

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terça-feira, 23 de agosto de 2016

Memória Subversiva - Anarquismo e Sindicalismo em Portugal (1910-1975) (Documentaire)




Memória Subversiva: Anarquismo e Sindicalismo em Portugal (1910-1975)

Nas primeiras décadas do século XX a ideia anarquista e particularmenteo sindicalismo anarquista foram uma força pujante em Portugal. A CGT (Confederação Geral do Trabalho – anarco-sindicalista) era a única Central Sindical que existia no País. A sua publicação, A Batalha, chegou a ser o terceiro diário de maior circulação no País.

“Memória Subversiva: Anarquismo e Sindicalismo em Portugal (1910-1975)”, realizado por José Tavares e Stefanie Zoche, é o único documentário sobre este movimento, reunindo os testemunhos de vinte e um activistas anarquisas e sindicalistas.


No 18 de Janeiro o nosso plano era atacar a esquadra da policia, sabotar a hidro-eléctrica, cortar a linha telegráfica.

Morreram 30 homens no Tarrafal. Só isto revela bem a dureza daquele campo.

Já não havia liberdades nenhumas. Os nossos militantes estavam presos. Não havia outra solução, senão abater a figura principal.

Setúbal era uma cidade onde havia muitos anarquistas. Havia muitos mesmo. Tanto assim que chamavam a Setúbal a Barcelona portuguesa.

O 25 de Abril foi uma revolução traída. Traída pelos cravos vermelhos que encravaram as espingardas.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Tarrafal - Memórias do Campo da Morte Lente

Tarrafal - Memórias do Campo da Morte Lente



Un film de Diana Andringa 2011. 1H30


"Chamavam-lhe “o Campo da Morte Lenta”. Os críticos, naturalmente. Que as autoridades, essas, chamaram-lhe primeiro, entre 1936 e 1954, quando os presos eram portugueses, “Colónia Penal de Cabo Verde” e, depois, quando reabriu em 1961 para nele serem internados os militantes anticolonialistas de Angola, Cabo Verde e Guiné, “Campo de Trabalho de Chão Bom”. Trinta e dois portugueses, dois angolanos, dois guineenses perderam ali a vida. Outros morreram já depois de libertados, mas ainda em consequência do que ali tinham passado. Famílias houve que, sem nada saberem o destino dos presos, os deram como mortos e chegaram a celebrar cerimónias funebres. “Ali é só deixar de pensar. Porque, se não, morre aqui de pensamentos. É só deixar, pronto. Os que têm vida ficam com vida. Nós aqui estamos já quase mortos.” A frase é do angolano Joel Pessoa, preso em 1969 e libertado, com todos os outros presos do campo, em 1 de Maio de 1974. No 35º aniversário desse dia, a convite do presidente da República de Cabo Verde, Pedro Verona Pires, os sobreviventes reencontraram-se para um Simpósio Internacional sobre o Campo de Concentração do Tarrafal. “Tarrafal: memórias do Campo da Morte Lenta” resultou desse reencontro. Durante os dias em que os antigos presos voltaram ao Tarrafal, gravámos entrevista após entrevista, registando as suas recordações.
Trinta e dois presos, desde o português Edmundo Pedro, um dos que o estreou, em 1936, aos angolanos e caboverdianos que foram os últimos a deixá-lo, no 1º de Maio de 1974, passando pelos guineenses que, ali chegados em Setembro de 1962, saíram em 1964 uns, em 1969 os restantes. Um guarda, Joaquim Lopes, caboverdiano e convertido ao PAIGC. Uma das raras pessoas que testemunhou a vida no Tarrafal desde a sua abertura ao seu encerramento, Eulália Fernandes de Andrade, mais conhecida por D. Beba. O documentário faz-se das memórias dos antigos presos, filmados nesse espaço confinado em que viveram durante anos, “fechados como se fôssemos cabras, com um fosso à volta, arame farpado e um muro, com os nosso irmãos, armados, a guardarnos.” (Evaristo Miúdo). Ouvimo-los sentados, quase todos, ao lado da “holandinha” – uma cela de castigo, pouco mais alta que um homem em pé, pouco mais comprida que um homem deitado, pouco mais larga que um homem sentado, com uma pequena janela gradeada.

Trinta e dois presos, desde o português Edmundo Pedro, um dos que o estreou, em 1936, aos angolanos e caboverdianos que foram os últimos a deixá-lo, no 1º de Maio de 1974, passando pelos guineenses que, ali chegados em Setembro de 1962, saíram em 1964 uns, em 1969 os restantes. Um guarda, Joaquim Lopes, caboverdiano e convertido ao PAIGC. Uma das raras pessoas que testemunhou a vida no Tarrafal desde a sua abertura ao seu encerramento, Eulália Fernandes de Andrade, mais conhecida por D. Beba.

O documentário faz-se das memórias dos antigos presos, filmados nesse espaço confinado em que viveram durante anos, “fechados como se fôssemos cabras, com um fosso à volta, arame farpado e um muro, com os nosso irmãos, armados, a guardarnos.” (Evaristo Miúdo). Ouvimo-los sentados, quase todos, ao lado da “holandinha” – uma cela de castigo, pouco mais alta que um homem em pé, pouco mais comprida que um homem deitado, pouco mais larga que um homem sentado, com uma pequena janela gradeada.

Esta é a história de homens a quem quiseram destruir toda a esperança e que souberam resistir até à vitória: Porque no Tarrafal nós inventámos a vida, sempre!"
 


 TESTEMUNHOS

- por ordem de entrada no filme -


Edmundo Pedro (Portugal)
Eulália de Andrade, D. Beba (Cabo Verde)
Joaquim Lopes, guarda (Cabo Verde)
Cândido Joaquim da Costa (Guiné)
Caramó Sanhá (Guiné)
Francisco Mendes Vieira (Guiné)
Manuel Neves Trindade (Guiné)
Carlos Sambu (Guiné)
Augusto Pereira da Graça (Guiné)
Macário Freire Monteiro (Guiné)
Nobre Pereira Dias (Angola)
Amadeu Amorim (Angola)
Fernando Correia (Guiné)
Mário Soares (Guiné)
Jorge da Silva (Guiné)
Agnelo Lourenço Fernandes (Guiné)
Lote Sachicuenda (Angola)
Augusto Kiala Bengue (Angola)
Evaristo “Miúdo” (Angola)
Silva e Sousa (Angola)
Joel Pessoa (Angola)
Lote Soares Sanguia (Angola)
Jaime Cohen (Angola)
Alberto Correia Neto (Angola)
Vicente Pinto de Andrade (Angola)
Justino Pinto de Andrade (Angola)
Carlos Tavares (Cabo Verde)
Luis Fonseca (Cabo Verde)
Jaime Scofield (Cabo Verde)
Luís Mendonça (Cabo Verde)
Arlindo Borges (Cabo Verde)
António Pedro Rosa (Cabo Verde)
Pedro Martins (Cabo Verde)

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

La nuit du coup d'Etat de Ginette Lavigne.


La Nuit du coup d'État
Lisbonne, avril 1974
Un film de Ginette Lavigne
L'Harmattan et Zarafa films. 

2001 - France, Belgique, Portugal - 57 minutes + 52 mn

Un témoignage bien sûr d'un des protagonistes médiatisé. On lui préfère la seconde partie du DVD constituée d'un très beau documentaire (1998) sur le journal à Republica. Un quotidien "socialiste", occupé par une commission des travailleurs. Cet événement cristallise d'un coup tous les enjeux de la révolution portugaise : la lutte n'est plus entre la droite et la gauche mais entre une "gauche révolutionnaire" et la "gauche" parlementaire....