terça-feira, 31 de julho de 2018

Quelques instants de lucidité Léniniste...Como nós Marxistas-Leninistas temos sabotado o movimento revolucionário

Como nós 
Marxistas-Leninistas 
temos sabotado 
o movimento revolucionário

 
RODRIGUES A.
Como nós Marxistas-Leninistas temos sabotado o movimento revolucionário
Éditeur ? Dezembro 1976 -287p. 


 Ou comment une aile gauche d'un courant ML portugais affirme :
"Os marxistas-leninistas portugueses não têm tido qualquer papel na direcção do movimento revolucionário desde o 25 de Abril. Jamais conseguiram compreender profundamente o que se passava, fundirem-se com o processo revolucionário e definirem uma linha táctica que permitisse fazer avançar o movimento revolucionário. O processo revolucionário seguiu o seu curso, espontaneamente, enquanto que os grupos marxistas-leninistas, actuando como seitas, debatiam altas teorias tiradas dos alfarrábios, procediam a demarcações e mais demarcações que justificassem perante os militantes a divisão dos grupos, mas não se integravam no processo revolucionário em curso. Em muitos casos os marxistas-leninístas apareceram a combater os aspectos positivos do processo revolucionário espontãneo e a afastar os seus militantes das organizações onde se encontravam as massas. Havia militantes operários dos grupos marxistas-leninistas que estavam integrados no importante Secretariado Inter-Empresas que organizou a importante manifestação de 7 de Fevereiro. Esse secretariado englobava imensas Comissões de Trabalhadores das mais importantes empresas industriais do pais, que defendiam uma orientação revolucionária e manifestava vontade e capacidade se orientado por uma linha marxista-leninista, de disputar a direcção do processo revolucionário aos revisionistas. Na sua miopia política, os grupos marxistas-lenimstas afastaram desse Secretariado os seus militantes Operários, em vez de terem combatido por consolidar e perspectívar esse movimento espontâneo da classe operária, essa tentativa de organização autónoma e revolucionária, fora da órbita dos revisas, numa altura em que a vanguarda ainda não estava profundamente dividida por Partidos. A teoria que predominam em vários grupos, na altura, era que as Comissões de Trabalhadores eram uma forma da pequena-burguesia dominar o proletariado e por conseguinte seriaa indigno que os seus militantes nelas participassem." 
L'ouvrage est  intéressant pour comprendre ce qu'il se passe dans le logiciel léniniste face aux commissions spontanées. Au delà des querelles et des débats propres au courant on peut y trouver des passages d'auto-critique très féroces qui hélas ne proposent que la restauration d'un léninisme pur et gauchisé et donc partidaire.


sexta-feira, 27 de julho de 2018

A Greve Geral de 1903 no Porto - Eduardo Cintra Torres

A Greve Geral de 1903 no Porto
 Um estudo de História, Comunicação e Sociologia 
 Eduardo Cintra Torres

A greve começou numa fábrica na Rua do Bonjardim. Espalhou-se a outras fábricas de tecelões e, depois, a dezenas de milhares de operários de todos os sectores. 
Polícia e tropa reprimiram grevistas junto das fábricas, nas ruas, nas ilhas. Eles responderam à pedrada e coagiram os recalcitrantes. Seria, até aqui, uma greve normal, mas o movimento social grevista, com esplêndida organização e adaptada à situação, mudou o rumo dos acontecimentos. Garantiu o apoio da imprensa diária do Porto; ocupou o espaço público central da cidade, com multidões que espectacularizaram a miséria; adoptou a não- -violência, que paralisou a repressão; negociou com os industriais de igual para igual; mobilizou a solidariedade dos cidadãos do Porto e do país; abalou a vida quotidiana da cidade; e conseguiu a vitória nas principais reivindicações. Foi a maior greve até então em Portugal, uma greve geral como nunca se tinha vivido, mas a sua memória perdeu-se, porque os vencedores de então, os anarquistas, foram depois vencidos, e os novos donos do sindicalismo esconderam este magnífico e inovador movimento social. Este livro conta a história, contextualiza, analisa e ilustra a greve que abalou o Porto e o país em 1903. 

Afrontamento 448 pp. 2018.

quinta-feira, 26 de julho de 2018

O FUTURO ERA AGORA - o movimento popular do 25 de Abril

O futuro era agora
o movimento popular do 25 de Abril
 
 Lisboa Dinossauro, 1994. 230 pages + index et chronologie.
Collectif,  textes rassemblés par :
Francisco Martins Rodrigues, Ana Barradas, Ângelo Novo; António Barata.
 
"A meia centena de testemunhos que compõem parte deste livro chegam para reconstituir a tremenda força do movimento popular de há vinte anos, a sua raiz autêntica, a razão de ser das suas  reivindicações, ainda mais chocante quando posta em contraste com a presente «apagada e vil tristeza». É um outro 25 de Abril que emerge, vivo, audacioso, criador, que não tem nada a ver com a caricatura que nos é servida como versão oficial: a estafada «gesta dos capitães», os planos do general Spínola para o nosso futuro, os malfadados três D toda essa «revolução» de opereta que a jovem geração com razão rejeita, porque lhe tresanda a hipocrisia paternalista. "