Jornal COMBATE - 2 publicações Vosstanie Editions

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segunda-feira, 12 de outubro de 2020

Adolfo Kaminsky: O Falsificador Livro / Sarah Kaminsky

 

Adolfo Kaminsky, judeu russo de nacionalidade argentina, tinha 17 anos quando foi despejado de casa, com a família, e enviado para o campo de concentração de Drancy. Os seus passaportes argentinos garantiriam à família Kaminsky a libertação deste campo, salvando-os, por uma questão de horas, da deportação para Auschwitz.

Já com a fuga de França marcada, Kaminsky é recrutado pela 6ª, o braço secreto do UGIF, onde se tornaria o mais jovem falsificador ao serviço da Resistência francesa e onde o seu trabalho garantiria salvo-conduto a milhares de judeus nos últimos anos da Segunda Guerra Mundial.

Após a tomada de Paris, Kaminsky é recrutado pelos serviços secretos franceses, que abandona aquando da Guerra da Indochina. Regressado à clandestinidade, nas décadas seguintes viria a colaborar com a resistência antifranquista, com resistente gregos contra a ditadura dos coronéis, com antissalazaristas em Portugal, com a Frente Nacional de Libertação da Argélia, com objetores de consciência norte-americanos durante a Guerra do Vietname, com vários movimentos de esquerda na América do Sul e com diversos movimentos independentistas africanos (Guiné, Guiné-Bissau, Angola e África do Sul). Kaminsky nunca aceitou dinheiro pelo seu trabalho de falsificador, recusando tornar-se um mercenário e comprometer os ideais maiores de liberdade e dignidade humana que o guiavam. Esta é a história de um verdadeiro herói.

Inclui glossário de Luísa Gabão e José Hipólito dos Santos.
Posfácio de Irene Hipólito dos Santos.

Bertrand Editora, setembro de 2020  216 páginas

segunda-feira, 28 de setembro de 2020

O RETRATO DA DITADURA PORTUGUESA / Edgar Rodrigues

O RETRATO DA DITADURA PORTUGUESA

 Edgar Rodrigues


Edição Mundo Livre (1962) , Rio de Janeiro, 216pgs.

 

A RAZÃO DÊSTE LIVRO

Com a publicação de "O RETRATO DA DITADURA PORTUGUÊSA”, tem o autor a intensão de divulgar a vasta documentação que colecionara durante a sua longa e penosa permanência em Portugal. Por outro lado, protestar contra essa negra e sinistra figura que outrora dirigia o “CORREIO DE COIMBRA" e sob o pseudônimo de Alves da Silva usava e abusava da liberdade de pensamento escrito e falado, e que agora tão covardemente arrebata aos seus concidadãos.

Alguém – que ao tempo me pareceu muito acertado – afirmara que os ditadores amam demasiadamente a liberdade, por isso a querem só para eles, em vez de a dividirem com os seus semelhantes. Todavia isso não é exato! O ditador português não tem liberdade e também não ama a liberdade, pois se tornou um escravo do sistema que criara para tirar a liberdade aos demais; escravizando, tornou-se escravo de si mesmo. Salazar é um escravo que escraviza, um mentiroso que obriga os outros a mentirem; um criminoso que impele os seus auxiliares a prender, torturar e matar; um escamoteador, que incita os seus auxiliares a roubar.

Tirar a liberdade é roubar; apoderar-se da literatura social – ato corriqueiro e muito praticado nos correios portuguêses, onde funciona a polícia política a mando do famigerado ditador – é furtar, e tudo isso é executado por um sistema ditatorial do qual são vítimas os que perseguem e os que são perseguidos. Oliveira Salazar tem larga semelhança com José Duro, o poeta tuberculoso, que em seu livro ”Fel” afirmava odiar à vida, só porque se sentia morrer lentamente, só porque não podia viver como os demais. E conclui-se que: Salazar é uma vítima da angústia, doença que tenta transferir para os seus concidadãos. Quem algum dia já viu o ditador alegre, divertido, falando da família ? das crianças que alegram a vida? Salazar, como o poeta tuberculoso, odeia a vida, porque não vive! Repudia a família, porque não a tem! Não permite que se fale livremente e  encera os que tentam usar a liberdade, porque gosta das trevas como o morcego procura os subterrâneos e a solidão.

No meu protesto não almejo fazer o jogo de qualquer movimento político partidário, correntes a que estou alheio por convicção ideológica. Tão pouco pretendo atacar os homens como cidadãos, como chefes de família, mas tão só como políticos dirigentes dum sistema ultrapassado e pontilhado de sangue aqui e ali, ao longo de uma existência de mais de 30 anos.

Não esqueço também, os "anti-fascistas”, e oposicionistas, de todas as correntes – que se perdem em discrepâncias banais e se subdividem pelo exilio e em Portugal – sem olhar para esse passado de 34 anos de oposição, trabalho até agora feito para derrubar a ditadura, e que na realidade, mais ajudou a consolidá-la do que liquidá-la definitivamente. O balanço das vítimas da ditadura – já não direi dos atingido pela falsa educação e vítimas da mistificação de Fátima – mas dos que morreram pelas prisões ou fora delas, mas em conseqüência das mesmas, e dos que a cada instante transpõem os Umbrais das câmaras de tortura, e que atinge a casa dos milhares, sem que dêsse sacrificio se tenha sacado resultados práticos. Eis a realidade nua.

Já lá vão 34 anos, tempo demasiadamente longo para se planejar e executar a derrubada de uma tirania, que só pela força veremos desaparecer. Ninguém levará à Península Ibérica a liberdade, a não ser conquistada pelo próprio povo de Portugal e da Espanha. A liberdade do Povo Ibérico terá que ser uma conquista do próprio povo e não uma dádiva circunstancial, para ficar como está, com rótulo diferente.

As páginas que o leitor lerá, não têm o bom sabor e o brilho literário que lhe poderiam em prestar os mestres da gramática - que não raro se perdem atrás do estilo, esquecendo a substância e os fatos, – tão pouco se destina a agradar as correntes da direita ou da esquerda. Sua missão é a de trazer a verdade amarga e cruel, mas a verdade. 

 Edgar Rodrigues

sábado, 5 de setembro de 2020

A crise da sociedade Portuguesa : " Descolonizaçao" & "Independencia Nacional"


A crise da sociedade Portuguesa 

"Descolonização" & "Independencia Nacional" 

Charles Reeve - J.Carvalho-Ferreira 

Edições Contra a Corrente, Setembro 1975, 27p.



 

quarta-feira, 5 de agosto de 2020

Por uma acção revolucionária em época de refluxo / COMBATE - CONTRA A CORENTE (1980)


Edições Contra a Corrente, Lisboa, 1980. 12 pages.


I. O significado das eleições

II. Dois derrotados

III. O bloqueamento do processo revolucionário

IV. O nacionalismo dos partidos "de esquerda"

V. A estratégia actual dos partidos "de esquerada"

VI. Por uma actividade anti-nacionalista


On trouvera une version au format texte d'ici peu sur cette page.





terça-feira, 7 de julho de 2020

PARUTION : Reprint du Journal COMBATE 1974-1978 (EN PORTUGAIS)

Reprint du Journal COMBATE
1974-1978

[EN PORTUGAIS]




Nous venons de recevoir les premiers exemplaires de l'ouvrage à paraitre fin août 2020.

Il s'agit d'une édition complète en reprint de la totalité des numéros du
Journal COMBATE édité de 1974 à 1978. (51 numéros).

Ouvrage en portugais, relié (cartonnage)
21X29,7 - 560 pages.
Il sera vendu 39 Euros.
Le tirage sera limité.

N'hésitez pas à nous contacter si vous désirez réserver un exemplaire.


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Quand le peuple est populaire - Vosstanie Éditions


quinta-feira, 14 de maio de 2020

Autogestão em Portugal - Relatório da Comissão Interministerial (1980)

Autogestão em Portugal
Relatório da Comissão Interministerial (1980)


Relatório da Comissão Interministerial. 
Para Análise da Problemática das Empresas em Autogestão. 
Centro de Estudos Fiscais da Direcção-Geral das Contribuições e Impostos. 
Ministério das Finanças. Lisboa. 1980. 384 págs.

Note ArqOperaria
Luís Brito CORREIA est l'auteur de ce rapport / compilation à destination de l'État. Ouvrage dont nous parlerons prochainement dans une réflexion plus large sur les entreprises qui adoptèrent cette forme de "gestion" sous la pression de la nécessité.

INDICE

Introdução

Parte 1 - Enquadramento histórico e doutrinário
Parte 2 - Situação jurídica das empresas em autogestão
Parte 3- Análise sócio-económica das empresas em autogestão. Parte 4- Reflexões para uma política da autogestão em Portugal
Apêndice
Decreto-Lei nº 821/78 de 12 de Novembro - Estabelece providências destinadas a impedir a perturbação do funcionamento das empresas geridas pelos trabalhadores
Decreto- Lei nº 185/78 de 19 de Julho - Premite a suspensão da instância nas execuções por dívidas contraídas no exclusivo interesse da própria empresa por proprietários ou cessionários da exploração de empresas que estejam a ser geridas exclusivamente pelos trabalhadores. - 
Lei nº 66/78 de 14 de Outubro - Instituto Nacional das empresas em autogestão (INEA)
Lei nº 68/78 de 16 de Outubro - Empresas em autogestão.

terça-feira, 28 de abril de 2020

O movemento libertario en Galiza : (1936-1976) / Dionisio Pereira, Eliseo Fernández

O movemento libertario en Galiza : (1936-1976)

Unha historia do anarquismo e do anarco-sindicalismo en Galiza
 Ediciones A Nosa Terra, 2006, 338p. 

Un livre en galicien. 
Fort intéressant pour les minhotos et les autres.