Jornal COMBATE - 2 publicações Vosstanie Editions

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segunda-feira, 28 de setembro de 2020

O RETRATO DA DITADURA PORTUGUESA / Edgar Rodrigues

O RETRATO DA DITADURA PORTUGUESA

 Edgar Rodrigues


Edição Mundo Livre (1962) , Rio de Janeiro, 216pgs.

 

A RAZÃO DÊSTE LIVRO

Com a publicação de "O RETRATO DA DITADURA PORTUGUÊSA”, tem o autor a intensão de divulgar a vasta documentação que colecionara durante a sua longa e penosa permanência em Portugal. Por outro lado, protestar contra essa negra e sinistra figura que outrora dirigia o “CORREIO DE COIMBRA" e sob o pseudônimo de Alves da Silva usava e abusava da liberdade de pensamento escrito e falado, e que agora tão covardemente arrebata aos seus concidadãos.

Alguém – que ao tempo me pareceu muito acertado – afirmara que os ditadores amam demasiadamente a liberdade, por isso a querem só para eles, em vez de a dividirem com os seus semelhantes. Todavia isso não é exato! O ditador português não tem liberdade e também não ama a liberdade, pois se tornou um escravo do sistema que criara para tirar a liberdade aos demais; escravizando, tornou-se escravo de si mesmo. Salazar é um escravo que escraviza, um mentiroso que obriga os outros a mentirem; um criminoso que impele os seus auxiliares a prender, torturar e matar; um escamoteador, que incita os seus auxiliares a roubar.

Tirar a liberdade é roubar; apoderar-se da literatura social – ato corriqueiro e muito praticado nos correios portuguêses, onde funciona a polícia política a mando do famigerado ditador – é furtar, e tudo isso é executado por um sistema ditatorial do qual são vítimas os que perseguem e os que são perseguidos. Oliveira Salazar tem larga semelhança com José Duro, o poeta tuberculoso, que em seu livro ”Fel” afirmava odiar à vida, só porque se sentia morrer lentamente, só porque não podia viver como os demais. E conclui-se que: Salazar é uma vítima da angústia, doença que tenta transferir para os seus concidadãos. Quem algum dia já viu o ditador alegre, divertido, falando da família ? das crianças que alegram a vida? Salazar, como o poeta tuberculoso, odeia a vida, porque não vive! Repudia a família, porque não a tem! Não permite que se fale livremente e  encera os que tentam usar a liberdade, porque gosta das trevas como o morcego procura os subterrâneos e a solidão.

No meu protesto não almejo fazer o jogo de qualquer movimento político partidário, correntes a que estou alheio por convicção ideológica. Tão pouco pretendo atacar os homens como cidadãos, como chefes de família, mas tão só como políticos dirigentes dum sistema ultrapassado e pontilhado de sangue aqui e ali, ao longo de uma existência de mais de 30 anos.

Não esqueço também, os "anti-fascistas”, e oposicionistas, de todas as correntes – que se perdem em discrepâncias banais e se subdividem pelo exilio e em Portugal – sem olhar para esse passado de 34 anos de oposição, trabalho até agora feito para derrubar a ditadura, e que na realidade, mais ajudou a consolidá-la do que liquidá-la definitivamente. O balanço das vítimas da ditadura – já não direi dos atingido pela falsa educação e vítimas da mistificação de Fátima – mas dos que morreram pelas prisões ou fora delas, mas em conseqüência das mesmas, e dos que a cada instante transpõem os Umbrais das câmaras de tortura, e que atinge a casa dos milhares, sem que dêsse sacrificio se tenha sacado resultados práticos. Eis a realidade nua.

Já lá vão 34 anos, tempo demasiadamente longo para se planejar e executar a derrubada de uma tirania, que só pela força veremos desaparecer. Ninguém levará à Península Ibérica a liberdade, a não ser conquistada pelo próprio povo de Portugal e da Espanha. A liberdade do Povo Ibérico terá que ser uma conquista do próprio povo e não uma dádiva circunstancial, para ficar como está, com rótulo diferente.

As páginas que o leitor lerá, não têm o bom sabor e o brilho literário que lhe poderiam em prestar os mestres da gramática - que não raro se perdem atrás do estilo, esquecendo a substância e os fatos, – tão pouco se destina a agradar as correntes da direita ou da esquerda. Sua missão é a de trazer a verdade amarga e cruel, mas a verdade. 

 Edgar Rodrigues

domingo, 26 de abril de 2020

LES ANARCHISTES, LE PORTUGAL ET LA FAI

LES ANARCHISTES, LE PORTUGAL ET LA FAI*
http://www.mediafire.com/file/9ercrp1nvlr4zny/LES_ANARCHISTES%252C_LE_PORTUGAL_ET_LA_FAI.pdf/file
En réalité, les anarchistes portugais ont participé aux activités de la FAI (comme aux assemblées plénières nationales en 1933 et 1936) et - jusqu'à ce que cela soit possible - ont créé des groupes libertaires en Espagne, avec la participation, par exemple, de Vivaldo Fagundes et de José Rodrigues Reboredo.

Titre Vosstanie / Arqoperaria

* OS ANARQUISTAS ORGANIZAM­-SE : A FAI, in História do movimento anarquista em Portugal de Edgar Rodrigues, Ateneu Diego Giménez 2010.


Traduit du portugais par Vosstanie avril 2020 - 7p

quinta-feira, 23 de abril de 2020

A Resistência anarco-sindicalista à ditadura. Portugal 1922-1939 / Edgar Rodrigues


Editora SEMENTEIRA, Lisboa 1981 - 374 pp.


1 - DA REPÚBLICA AO FASCISMO
2 - DO CUSTO DE VIDA ÀS GREVES
3 - PUJANCA E DECLĺNO DO MOVIMENTO SINDICALISTA REVOLUCIONÁRIO
4- A IDEIA E O PREÇO

ANEXOS 



NOTA DO EDITOR

Este livro teve origem há uma dezena de anos atrás, quando alguns militantes sobreviventes do anarquismo português decidiram confiar a Edgar Rodrigues, também ele anarquista mas exilado no Brasil, velhos papéis e documentos conservados com mil precauções através de décadas de perseguições e receios.

Dessa colaboração de esforços, dessa vontade de não se deixar silenciar pelo esquecimento e a censura, surgiu uma obra que, com as limitações inerentes às condições em que foi produzida, é a primeira a fornecer, no seu conjunto, uma visão panorâmica do que foi o anarquismo em Portugal e do movimento operário por ele influenciado.

A Resistência Anarco-Sindicalista à Ditadura, que abarca o período que vai de 1922 a 1939, insere-se pois num conjunto mais vasto, de que já saíram a público O Despertar Operário em Portugal (1834-1911) e Os Anarquistas e os Sindicatos (1911-1922). Em breve esperamos por a circular o último volume desta obra (A Oposição Libertária em Portugal, 1939-1974), que incluirá também um importante conjunto de biografias de militantes, alguns depoimentos e mais documentos inéditos.

Possa este esforço suscitar leitores atentos e interessados, são os nossos votos.



segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Um homem vale um homem memória, história e anarquismo em Edgar Rodrigues / Carlos Augusto Addor

Um homem vale um homem memória, história e anarquismo em Edgar Rodrigues 
Carlos Augusto Addor


O tema desta tese é a obra de Edgar Rodrigues, memorialista do anarquismo no Brasil e em Portugal. A partir da análise da obra deste autor, composta por mais de cinquenta livros e cerca de mil e oitocentos artigos, publicados, tanto os livros como os artigos, em vários países, e produzida ao longo de um período que ultrapassa cinco décadas, procuramos escrever, ou reescrever, uma história do anarquismo e de suas relações com o movimento operário e sindical no Brasil, num recorte cronológico bastante amplo, que se estende da Proclamação da República, em 1889 até o Golpe Civil-Militar de 1964. Buscamos sempre relacionar a obra de Edgar Rodrigues à sua vida e ao contexto histórico no qual o autor viveu e produziu: num primeiro momento, Portugal, do seu nascimento em 1921 até a migração para o Brasil, em 1951. Desse ano, e até a sua morte em 2009 na cidade do Rio de Janeiro, trabalhamos com a vida e, principalmente, com a vasta obra de Edgar Rodrigues, produzida, em sua quase totalidade, nesse segundo momento, no país que o acolheu, e onde se naturalizou brasileiro. Pensamos que a tese pode contribuir para estudos, pesquisas e debates, não só sobre a obra de Edgar Rodrigues, mas também sobre a história do anarquismo, em especial no Brasil, e seus valores fundamentais: socialismo e liberdade.


sexta-feira, 7 de julho de 2017

Breve história do pensamento e da lutas sociais em Portugal / Edgar Rodrigues

Breve história do pensamento e da lutas sociais em Portugal
 Edgar Rodrigues


 Assírio & Alvim, Cardernos peninsulares - 1977.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

História do Movimento Anarquista em Portugal de Edgar RODRIGUES


EN TÉLÉCHARGEMENT PDF (En Portugais)





Quelques images en attendant un jour que les ouvrages soient de nouveau édités....

 E. RODRIGUES, A Oposição Libertária à Ditadura (1939-1974), Lisboa 1982.

 E. RODRIGUES, O Despertar Operário em Portugal (1834-1911), Lisboa 1980.



E. RODRIGUES, Os Anarquistas e os Sindicatos, Lisboa 1981.





sexta-feira, 20 de maio de 2016