Jornal COMBATE - 2 publicações Vosstanie Editions

Jornal COMBATE - 2 publicações Vosstanie Editions
Jornal COMBATE - Vosstanie Editions

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Políticas coloniais em tempo de revoltas Angola circa 1961

Neste livro, são analisadas as políticas do Estado colonial português em Angola, no momento em que as revoltas de libertação abriram as portas à descolonização. Os principais acontecimentos em análise são as revoltas de 1961, nas plantações de algodão da Baixa de Cassange, nas prisões de Luanda e nas regiões de produção de café do Uíge. Do estudo dos acontecimentos, investigam-se alguns processos capazes de ajudar a ir mais fundo na reconstituição dos modos de tomada de decisão. Foi assim que foram traçádas a longa história da destribalização, a do sistema carcerário e a da Casa dos Estudantes do Império, no confronto com o trabalho que veio a ser desenvolvido pelo Gabinete dos Negócios Políticos. Este último foi a principal organização da administração central que tratou as informações de todo o império e elaborou planos proto-totalitários, em tempo de revoltas. 
Diogo Ramada Curto (dir.); Bernardo Pinto da Cruz; Teresa Furtado. Ediçoes Afrontamento  324 pp., 2016, ISBN: 978-972-36-1484-8.

Memória Subversiva - Anarquismo e Sindicalismo em Portugal (1910-1975) (Documentaire)




Memória Subversiva: Anarquismo e Sindicalismo em Portugal (1910-1975)

Nas primeiras décadas do século XX a ideia anarquista e particularmenteo sindicalismo anarquista foram uma força pujante em Portugal. A CGT (Confederação Geral do Trabalho – anarco-sindicalista) era a única Central Sindical que existia no País. A sua publicação, A Batalha, chegou a ser o terceiro diário de maior circulação no País.

“Memória Subversiva: Anarquismo e Sindicalismo em Portugal (1910-1975)”, realizado por José Tavares e Stefanie Zoche, é o único documentário sobre este movimento, reunindo os testemunhos de vinte e um activistas anarquisas e sindicalistas.


No 18 de Janeiro o nosso plano era atacar a esquadra da policia, sabotar a hidro-eléctrica, cortar a linha telegráfica.

Morreram 30 homens no Tarrafal. Só isto revela bem a dureza daquele campo.

Já não havia liberdades nenhumas. Os nossos militantes estavam presos. Não havia outra solução, senão abater a figura principal.

Setúbal era uma cidade onde havia muitos anarquistas. Havia muitos mesmo. Tanto assim que chamavam a Setúbal a Barcelona portuguesa.

O 25 de Abril foi uma revolução traída. Traída pelos cravos vermelhos que encravaram as espingardas.

sábado, 23 de julho de 2016

Texto subterraneos

Desenterrar as palavras que ferem, que inquietam, que apaixonam, que atormentam, que comovem, que laceram a pele abrindo sulcos onde o sangue escorre vivo e quente fazendo-nos sentir vivos de ardor e paixão. O subterrâneo é o lugar da maldição, da danação, da excreção, é o lugar dos seres noctívagos, malfadados e nefários, dos vermes, é o espaço do oculto, do misterioso, do inominável. É dele que ansiamos extrair a antítese do existente para provocar a desordem e a inquietação nos espíritos que apaticamente por aí deambulam. Queremos que essas palavras venham à superfície e entoem as histórias, os pensamentos, as críticas, os cantos e invectivas impuras enterradas no subterrâneo pelos defensores desta realidade assepticamente pútrida. Sentimos essa necessidade asfixiante de libertar as vozes dessas criaturas que confrontam os fundamentos do estado de coisas instituído, trazendo à superfície escritos subversivos e malditos que não se conformem com o uso dócil, insípido e castrador da palavra. Somos a ratazana que na noite mais escura emerge para empestar este mundo de textos subterrâneos. 






segunda-feira, 4 de julho de 2016

RACISMO EM PORTUGUÊS O : Lado Esquecido do Colonialismo / Joana Gorjão Henriques

RACISMO EM PORTUGUÊS 
O Lado Esquecido do Colonialismo

«Porque não aprendemos na escola que existiu em Angola e em Moçambique um apartheid alimentado por Portugal, a potência que não hesitou em promover o trabalho escravo até 1974? Vamos perpetuar a narrativa de um colonizador que não discriminava porque se miscigenou com as populações locais, quando sabemos que as obrigava a despir-se da sua identidade africana, a mudar de nome, a alisar o cabelo ou a obliterar a sua língua? Até quando iremos contribuir para uma mentalidade acrítica sobre um dos fenómenos mais violentos da nossa história? Finalmente: o que revela esta perspectiva de brandura de olhar sobre nós próprios, portugueses?»
 
A partir de inúmeras entrevistas feitas em Angola, Guiné-Bissau, Cabo Verde, Moçambique e São Tomé e Príncipe, Joana Gorjão Henriques desconstrói o tema tabu do racismo no colonialismo português.

Ed. Edições Tinta da China - 232 PÁGINAS