THEMES

Bibliographie Films Jornal COMBATE Charles Reeve João BERNARDO Luttes de classe au Portugal PDF Carlos Da Fonseca Commissions de tra­vailleurs Journal Combate Radio Vosstanie déserteurs réforme agraire 1975 Autogestion DVD Documentaire Edgar Rodrigues Jorge Valadas LA REFORME AGRAIRE AU PORTUGAL La lanterne noire Moradores Rui Simões Videos Vidéo désertion 1969 Alberto Seixas Santos Autonomie Brésil CCI Cadernos dre Circunstância Carlos Cavalheiro Chanson Chronologie Combate Courant Communiste International Dans le monde une classe en Lutte Edições Afrontamento GLAT Grupo Zero Histoire du mouvement ouvrier Isabel do Carmo JOSÉ MARIO BRANCO Joao BERNARDO José Afonso José Hipólito dos Santos José Vieira LUAR Letra Livre Libertários Lisnave Luttes des classes Movimento Operario Patricia McGowan Pinheiro Peter Fryer Revue Spartacus SPARTACUS Socialisme et liberté Spartacus Socialisme et liberté N°64 Torre Bela cinéma militant colonialisme comissao de moradores commissions de Moradores conseils ouvriers exilés politiques portugais insoumis 18 de janeiro de 1934 1963 1972 1976 1977 1° international 25 NOVEMBRE 1975 25 avril 25 avril 1974 29/01/1976 29/04/1974 4 DE JULHO DE 1937 A Fábrica de Nada A Greve Geral de Novembro de 1918 A HISTÓRIA DO ATENTADO A Lei da Terra A boca do lobo A revolta do 18 de janeiro de 1934 A.I.T ATENTADO A SALAZAR Academia Afonso Cautela Alain GUILLERM Alentejo Alex Macleod Alliance de classes Amis de Louis Lecoin Anarquismo Angola Angola 1961 Angola colonial Anselme Jappe Anti-militarisme Appel à contributions Aquilino Ribeiro As Operações SAAL As armas e o Povo Association des Groupes Autonomes Anarchistes Associação Memoriando Através Editora Autogestion et Socialisme 33-34 Autoridade Avril 1976 B. Lory BR Baixa de Cassange Balada Basil Davidson Bom Povo Português Brigadas Revolucionárias Brochure Bulledor C. Ferreira C. Orsoni CADERNOS DE DIVULGAÇÃO CEDETIM COMMISSION DE TRAVAILLEURS Cabo Verde Cadernos de Circunstância n°1 Mars 1969 Camarades N°3 Camp de Tarrafal Capitalisme d'Etat Carlos Antunes Centre d'Etudes anti-impérailistes Chanson militante Charles Fourier Charles Reeve. Christine Messiant Chroniques Portugaises Class Struggle in Portugal Classes et Conflits dans la Société Comissoes de moradores Comissão de Redenção Comité Portugal Comité de Soldats Comité national de soutien de la lutte de libération nationale dans les colonies Portugaises Conclusion Contre-chronologie Coup pour Coup n°3 Couto Misto Critique du Léninisme Cronologia Cronologia da Revolução do 25 de Abril DRIL Daniele Kergoat Deus Diana Andringa Dicionário de História de Portugal - O 25 de Abril Directoire révolutionnaire ibérique de libération Directório Revolucionário Ibérico de Libertação Du fado de Coimbra Ecologia Ecologia e luta de classes Ecologie et lutte de classes au Portugal Editions Spartacus Ediçoes SPARTACUS Edições Espaço Eduardo de Sousa Ferreira Emission du 31 Mai 2014 Emission la lutte des classes au Portugal Emídio Santana Espagne Esquerda radical Estado colonial português Expropriations F. Avila FOR OURSELVES FP-25 FSMR Fascismes Fascismo Fernando Pereira Fernando Pereira Marques Front des Soldats et Marins Révolutionnaires du Portugal Fátima Patriarca GRANDOLA VILA MORENA Galiza Galvão Gauche radicale Gestos e Fragmentos Ginette Lavigne Grèves Guerre Guiné-Bissau Gulbenkian Histoire de l'anarchisme au Portugal História da LUAR Joana Dias Pereira Joana Gorjão Henriques José Filipe Costa José Hipólito Santos José Pacheco PEREIRA José Tavares Journal Libération Journal a Republica Journal portugais Combate N° 34 (29/01/1976 João Dias João Freire Julio Henriques L'Autre Combat L'expérience Portugaise LE MANIFESTE ANT-COLONIAL LE PRINTEMPS DE L'EXIL LINHA VERMELHA La Lanterne Noire n°4 décembre 1975 La documentation française. N° 234 La démocratie de la gauche et des patrons Lauro Escorel Le Mouvement social Le Portugal entre deux chaises Le pain que le diable a pétri Le réfractaire Le réfractaire N° 12 septembre 1975 Les Grandes Ondes (à l'ouest) Les Oeillets Sont Coupés Liberdade Económica Libertaire Libération le 27 avril 1977 Littérature Livraria Figueirinhas Livros Proibidos Loren Goldner Luta de classes em Portugal Lutte armée au Portugal Lutte de classe pour le pouvoir des travailleurs Luís Bigotte Chorão MANIFESTO DO COMBATE MFA Manifeste de l’armée Maria Alexandre Lousada Maria Isabel Barreno Maria Teresa Horta Maria Velho Costa Maurice Brinton Mensuel n° 98- octobre 1978 R 11 Miguel Cardina Militant anarchiste Mouvements urbains Moçambique e São Tomé e Príncipe Nadejda Tilhou Nouvelles lettres portugaises N° 50 de Front Libertaire Avril 1976 N°10 - 15 octobre 1975 N°34 O Pulsar da Revolução O futuro é para sempre O.C.I ORA Occupations de Terres Operação Dulcineia Opération Dulcinée Organisation Révolutionnaire Anarchiste Os Vampiros Os proletários não têm pátria Otelo de Carvalho Ouvriers agricoles PCF PCI PIDE PREC PRP Partido Revolucionário do Proletariado Paul M.Sweezy Paula Godinho Pedro Pinho Phil Mailer Photographies Porto Portugal Portugal Libertario N°4 Janeiro 1974 Prolétariat universel Pátria Péninsule ibérique RACISMO RED LINE Reflexão sobre a estratégia da luta das classes em Portugal Reforma Agrária Repressão do Anarquismo Reprint República Rás-Te-Parta Resistência Armada em Portugal Revue Internationale Revue Internationale no 4 - 1e trimestre 1976 Revue Internationale no 7 - 4e trimestre 1976 Revue Internationale no 8 - 1e trimestre 1977 Revue Internationale no 9 - 2e trimestre 1977 Revue Marge - n°2 Juillet-Août 1974 Revue Migrance n°43 Ronald H. Chilcote Rosa Luxemburgo Rouge et noir 7 Ruedo Iberico Ruedo Ibérico Révolution des Œillets Santa Maria Sindicalismo Revolucionário Sines na Revolução dos Cravos Sogantal Solidarity Solidarity for workers' power Solveig Nordlund Spartacus N° B 86 Nov-Déc. 1977 Spartacus N°B66R2 / Mars - Avril 1976 Stefanie Zoche Sétubal Ville Rouge TAP Tarrafal Texto subterraneos Thomas Harlan Tract Transição para a Democracia Union Ouvrière Utopie Utopie et socialisme au Portugal au XIXe siècle Vasco de Castro Verim Vidéos Vosstanie Wilhelm Reich Workers' councils Zeugma anarchisme antifascisme à affrontement de classes archives archives audio arnaque portugaise associacionismo autonomie ouvrière canto canto de intervenção classe operária colloque commissions de quartier conseillisme critique de l'idéologie critique de la valeur document audio démocratie ouvrière féminisme gestion directe historiographie ouvrière immigration informations ouvrières l'usine de rien livres interdits livres interdits pendant le régime fasciste lutas sociais lutas urbanas em Setubal manifestations n° 123 (avril-juin 1983) o communista occupations ouvrierisme proletariado racisme revoltas réfractaires réseau d'information révolution trahie ? sidonismo situationnisme situationniste au Portugal socialisme sociologie historique du colonialisme textes

domingo, 28 de maio de 2017

Integração e ruptura operária / Carlos Da Fonseca

Integração e ruptura operária
 capitalismo, associacionismo, socialismo
1836-1875

"Este livro é uma tentativa de racionalizar o estudo das forças determinantes da sociedade portuguesa durante o século XIX. O quadro cronológico, 1820-1873, é caracterizado por dois momentos importantes: a vitória burguesa que eliminou o velho regime (monarquia absolutista) e a ruptura operária provocada pela A. I. T., ou seja, a passagem ao liberalismo cosmopolita e ao internacionalismo proletário.
 
O período a examinar não é exclusivamente dominado pela luta entre a burguesia e o proletariado. As coisas não são tão simples como querem fazê-las alguns historiadores da nossa praça. Os conflitos que se impõem ao historiador são essencialmente as dissensões entre os diferentes estratos da burguesia, os tipos e sectores da produção, os discursos ideológicos, etc. E, por isso, que as ideologias produzidas por cada grupo de interesses têm de considerar os termos gerais do afrontamento, independentemente da participação ou não participação das massas populares.
 
E indiscutível que o proletariado acompanhou de perto o combate, como não podia deixar de ser. Foi esta, de resto, a razão que me levou ao estudo das práticas e das ideologias associacionistas. Contudo, penso poder afirmar que antes da intervenção da A. I. T., raramente encontramos o proletariado português fora das ratoeiras integracionistas.

Porém, e mesmo se tudo, durante este meio século, tivesse sido integração e asfixia operária, o que não foi o caso, não seria razão paira eliminar a existência física da classe operária, como fez e continuará a fazer a rotineira historiografia lusitana. Havia, pelo menos, que explicar as causas, as formas e as ideologias da integração. Minimizar-lhe a importância seria o mesmo que dizer que os 40 anos de integração corporativista sob a ditadura em nada transtornaram. a vida do operariado.
 
O leitor encontrará,, junto às teses enunciadas, a enumeração de sociedades de interesses patronais e dados estatísticos. Tais pormenores não traduzem uma qualquer intenção economicista e só por inadvertência alguém as poderia considerar como supérfluas ou, pior, inúteis. As associações patronais interessam-nos no ataque ao antigo regime e na consolidação do sistema, capitalista moderno, dado o papel que desempenham.

Se me debrucei também sobre as ciências económicas, não foi com intenção de as considerar enquanto tais para descrever, uma vez mais, as funções da moeda, do crédito, os mecanismos do mercado mundial ou da concorrência capitalista. As doutrinas económicas interessam-me apenas como armas utilizadas pela burguesia revolucionária contra a aristocracia feudal ou mercantilista. E ainda, embora em segundo plano, como aspecto e justificação ideológica da dominação de uma classe.
 
Evitei, tanto quanto possível, a descrição ou as apreciações líricas das pessoas ou dns ideias. Aguei e além, julguei inútil recorrer às citações. Em compensação, mantive indicações bibliográficas relativamente abundantes. O que não comporta uma pretensão erudita qualquer ou até o bolor sapiente dos corredores da Sorbonne. Estas indicações destinam-se a arrancar do anonimato um certo número de obras, dando ao leitor a possibilidade de superar a tibieza do texto que lhe proponho, lendo-as com a atenção que elas merecem. Ao mesmo tempo quero mostrar a constância e a intensidade com que foram vividos certos problemas no oitocentos português." p 9-10 



I— INTEGRAÇÂO E RUPTURA OPERARIA

Modelo historico e histéria do modelo
Caracteristicas do capitalismo português
Ideologia e realidade em economia
Factores de estagnaçao:
1 — A tirania comercial
2 — A escassez de capitais    
Evoluçâo do sector industrial
Capitalismo e racionalidade:
    1 — Racionalidade pratica
    2 — Racionalidade teorica
    3 — Prâtica da racionalidade tedrica
Capitalismo, nacionalismo e cosmopolitisme 
O  Cabralismo, expressâo do estado moderno 
O  Vintismo e a questâo social
A Sociabilidade crista
Silvestre Pinheiro Ferreira, primeiro te6rico português do associacionismo  
Associacionismo e socialismo
As geraçoes de 52 e de 7093

II — DOCUMENTOS DA RUPTURA  

Estatutos da A. P. T. N
Estatutos do Cofre para os Melhoramentos da Associaçao Fraternidade Operaria  
O que é a Internacional 
Estatutos da Associaçâo Internacional dos Trabalhadores e das Secçôes da Regiao Portuguesa   
Aos trabalhadores de Portugal em face da revoluçâo
Carta de adesâo da Federaçâo local a A. I. T. 
Carta de Nobre França a F. Engels
Da propriedade 
Relatorio sobre as actividades da A. I. T. em Portugal
Carta de Nobre França a Magalhâes Lima
A Secçao Portuguesa nas Actas do Conselho Espanhol
Indice dos nomes e autores citados 

Editorial Estampa 1975 - 245p.

Sem comentários:

Enviar um comentário