O movemento libertario en Galiza : (1936-1976)
Unha historia do anarquismo e do anarco-sindicalismo en Galiza
Ediciones A Nosa Terra, 2006, 338p.
Un livre en galicien.
Fort intéressant pour les minhotos et les autres.
En réalité, les anarchistes portugais ont participé aux activités de la FAI (comme aux assemblées plénières nationales en 1933 et 1936) et - jusqu'à ce que cela soit possible - ont créé des groupes libertaires en Espagne, avec la participation, par exemple, de Vivaldo Fagundes et de José Rodrigues Reboredo.
Este livro teve origem há uma dezena de anos atrás, quando alguns militantes sobreviventes do anarquismo português decidiram confiar a Edgar Rodrigues, também ele anarquista mas exilado no Brasil, velhos papéis e documentos conservados com mil precauções através de décadas de perseguições e receios.
Dessa colaboração de esforços, dessa vontade de não se deixar silenciar pelo esquecimento e a censura, surgiu uma obra que, com as limitações inerentes às condições em que foi produzida, é a primeira a fornecer, no seu conjunto, uma visão panorâmica do que foi o anarquismo em Portugal e do movimento operário por ele influenciado.
A Resistência Anarco-Sindicalista à Ditadura, que abarca o período que vai de 1922 a 1939, insere-se pois num conjunto mais vasto, de que já saíram a público O Despertar Operário em Portugal (1834-1911) e Os Anarquistas e os Sindicatos (1911-1922). Em breve esperamos por a circular o último volume desta obra (A Oposição Libertária em Portugal, 1939-1974), que incluirá também um importante conjunto de biografias de militantes, alguns depoimentos e mais documentos inéditos.
Possa este esforço suscitar leitores atentos e interessados, são os nossos votos.
La Commune des lumières au Portugal fut, en 1918, une expérience de réalisation d’un projet de vie communautaire se réclamant de l’anarcho-communisme. Malgré sa brièveté et le peu de traces écrites qu’elle a léguées, elle a durablement marqué les populations de l’Alentejo.La figure de celui qui en fut le principal instigateur, António Gonçalves Correia, pionner du naturisme et des pédagogies nouvelles, sa vie et ses combats demeurent une référence pour l’ensemble des composantes du mouvement révolutionnaire au Portugal, et ce bien au-delà de celles se réclamant de la tradition libertaire.Jean Lemaître explore cet héritage, entre reportage et fiction, sans négliger les rares archives disponibles.
Este livro ocupa-se da nacionalização da banca no contexto do processo
revolucionário português de 1974-75. Baseado num vasto acervo de fontes
documentais e inspirado num conjunto de ferramentas teóricas
desenvolvidas por Mario Tronti, Walter Benjamin e Michel Foucault, o seu
ponto de partida é uma interrogação incontornável: por que razão uma
medida que não constava do Programa do Movimento das Forças Armadas e
assumia implicações tão consideráveis, a curto e a longo prazo, obteve
um apoio suficientemente alargado para ser inscrita na Constituição da
República enquanto uma conquista irreversível da classe trabalhadora? A
resposta ensaiada ao longo destas páginas estabelece uma articulação
entre conflitos sociais e economia política, identificando-a enquanto o
centro de gravidade do processo que conduziria à nacionalização da
banca. Nesse sentido, analisa o modo como as lutas sociais contribuíram
para um processo de radicalização cumulativa iniciado no final do Estado
Novo, que ganharia intensidade crescente ao longo do processo
revolucionário. Simultaneamente, tenta compreender por que razão o
diagnóstico da situação económica contribuiu para polarizar o combate
político, cartografando as linhas de força de um debate que conheceu
sucessivas declinações e abrangeu aspetos tão diversos como a inflação, a
legislação laboral ou as relações de propriedade. Num contexto de crise
económica e revolucionária, o setor bancário converteu-se num ponto
crítico da relação entre trabalho e capital: a concessão de crédito
assumiria uma importância decisiva após o 25 de Abril, com os sindicatos
a atribuir aos banqueiros propósitos de desestabilização associados à
prática de “sabotagem económica”; na sequência da nacionalização do
setor, por sua vez, governantes, gestores e sindicalistas propuseram-se
colocar “a banca ao serviço do povo”, no contexto de uma breve
experiência de “transição socialista” cujo eco se faria sentir no texto
da Constituição da República. O caso da banca revela-se assim uma chave
interpretativa privilegiada para identificar o elenco de problemas e o
horizonte de possibilidades que dominou a conjuntura histórica a seguir
ao 25 de Abril. Este livro propõe-se contribuir para o amadurecimento do
campo historiográfico dedicado à interpretação do processo
revolucionário de 1975-75, estabelecendo um diálogo crítico com os
trabalhos de investigação produzidos acerca do tema ao longo dos últimos
anos.